O fenômeno do “ghosting”, já conhecido nas relações pessoais e digitais, tem também impactado o ambiente profissional, com a ideia de “ghosting no mercado de trabalho”, que principalmente nos processos seletivos tem gerado desafios para RHs e até candidatos.
Dessa forma, o ghosting no mercado de trabalho ou apenas sumiço dos candidatos nos processos seletivos tornou-se um problema vivenciado pelas empresas, que cada vez mais enfrentam dificuldades para fechar as vagas.
Nesse artigo vamos explicar o que é o ghosting, os motivos que levam a acontecer esse fenômeno e como lidar com essa situação para evitá-la.
Sumário:
A expressão “ghosting” é devida da palavra em inglês “ghosh”, que em tradução literal significa fantasma, por isso, a expressão é usada para descrever um tipo de término no qual a pessoa desaparece da vida da outra sem explicações.
Assim, ghosting nada mais é o ato de interromper abruptamente e sem explicações todas as formas de comunicação com outra pessoa. Embora a expressão tenha se popularizado nos aplicativos de relacionamentos, passou a ganhar espaço no mercado de trabalho com o aumento de situações em que o candidato ou até mesmo o recrutador somem do processo seletivo sem motivos aparentes.
Especificamente “job ghosting” é uma expressão que refere à prática que parte de alguns recrutadores de interromper a comunicação com um candidato, no lugar de fornecer um feedback sobre status da vaga.
Quando a falta de resposta é por parte das empresas, pode gerar frustrações no candidato e também prejudicar a reputação da empresa como marca empregadora. Já quando o contato é interrompido pelo candidato, principalmente nas fases finais do processo, prejudica o RH no fechamento da vaga, que pode levar muito mais tempo, uma vez que uma nova seleção precisa ser feita.

Em um processo seletivo, diversas ações podem levar o candidato a abandonar o processo seletivo sem comunicar ao RH. Desde situações próprias do recrutamento ou até mesmo no mercado de trabalho.
Alguns dados de pesquisas feitas no Infojobs nos ajudam a entender esse cenário:
Quando o anúncio não detalha claramente as responsabilidades e as expectativas do cargo, o candidato pode sentir insegurança sobre o que realmente será esperado dele ao participar do processo seletivo ou até mesmo confundi-lo e desmotivar a continuar no processo.
No mesmo raciocínio, quando os candidatos recebem informações conflitantes sobre a vaga ou durante diferentes etapas do processo, isso pode gerar desconfiança e o ghosting no mercado de trabalho como consequência.
Ao participar do processo o candidato pode ir mais a fundo na busca por informações sobre a empresa e avaliações ruins a respeito da cultura organizacional, ou mesmo notícias negativas sobre a empresa, podem fazer os candidatos questionarem a estabilidade e qualidade do ambiente de trabalho, e por isso, desistirem do processo seletivo.
Processos longos e complexos podem ser desgastantes e fazer o candidato perder o interesse, especialmente se parecerem desnecessários ou redundantes.
Testes que não estão diretamente relacionados com as habilidades necessárias para o cargo ou a necessidade de entregar grandes estratégias e cases para a avaliação podem ser vistos como perda de tempo pelos profissionais, também influenciando na desistência.
É comum que os profissionais estejam participando de diferentes processos, por isso, receber uma proposta que considera mais atrativa pode fazer o candidato desconsiderar outras oportunidades.
Algumas empresas evitam falar de salários e benefícios nas primeiras etapas do processo, e quando esses aspectos não atendem às expectativas do candidato ou até mesmo está abaixo da média do mercado para a mesma, o profissional pode desistir da vaga.
A falta de facilidade para se comunicar também podem levar ao ghosting no mercado de trabalho, partindo de uma percepção de que sumir é mais fácil do que enfrentar uma situação desconfortável.
Conhecendo os motivos que levam ao ghosting no mercado de trabalho, a sua empresa pode atuar para ajustar esse pontos no processo seletivo. Mas além disso, separamos algumas dicas para evitar de forma efetiva esse comportamento.
Assim, implementar algumas estratégias pode melhorar significativamente a experiência dos candidatos, reduzir a incidência de ghosting e fortalecer a reputação da empresa no mercado de trabalho. Confira:
Busque estabelecer expectativas claras sobre o processo seletivo e os meios de comunicação que a empresa irá utilizar para entrar em contato com candidato, assumindo o compromisso de sempre das um retorno e sendo transparente sobre os prazos.
Mesmo que o retorno seja negativo, forneça feedback construtivo aos candidatos. Isso além de influenciar positivamente a reputação da empresa, pode manter o candidato em contato para futuras oportunidades.
A maneira como um gestor conduz o processo seletivo também pode fazer com que os candidatos desistam da oportunidade, por isso, é importante que o RH oriente os líderes com boas práticas de entrevista.
Manter o contato com o candidato durante testes e entrevista que não são feitas diretamente com o RH é uma ótima maneira de garantir o engajamento, por isso, é sempre importante entrar em contato após as entrevistas, informar os próximos passos e também lembrar, quando necessário, a realização de testes e cases.
Por fim, é importante pensar na experiência do candidato como um todo, a fim de promover um processo seletivo dinâmico e atrativo.
Nesse contexto, plataformas de recrutamento que otimizam as etapas, automatizam a comunicação e podem até mesmo contar com gamificação nos testes é um excelente aliado do RH para evitar o ghosting no mercado de trabalho.
O ghosting no ambiente de trabalho é um desafio que requer atenção e ação tanto de empregadores quanto de candidatos e funcionários, visando manter a ética, o respeito e a eficiência nas relações profissionais.
O Pandapé ATS, software de RH desenvolvido pelo Infojobs, permite que o RH centralize as etapas do recrutamento, além de tornar o processo mais fácil para a participação dos candidatos e garantir que todos tenham um retorno em cada fase.
