Como ter educação financeira com seu salário atual
Oito dicas para quem quer sair do aperto e se organizar melhor economicamente
24 setembro 2024
Tempo de Leitura: 5minutos
Você já se pegou no final do mês se perguntando para onde foi todo o seu dinheiro? A sensação de não conseguir guardar nada é frustrante e comum. Mas a boa notícia é que, com um pouco de planejamento e disciplina, é possível ter educação financeira e alcançar seus objetivos, com o valor atual do seu salário.
Para isso, separamos as sete dicas essenciais para um processo completo de educação financeira, desde a organização das suas finanças até a criação de uma reserva de emergência e a realização dos seus sonhos. Confira para transformar sua relação com o dinheiro e construir um futuro mais seguro e próspero.
Sumário:
1. Entendendo sua realidade financeira
O primeiro passo para ter educação financeira é compreender a sua situação atual. Para isso, você precisa:
Analisar seus gastos: Acompanhe todos os seus gastos por um período de um mês. Utilize aplicativos ou planilhas para registrar cada centavo que você gasta. Essa análise te ajudará a identificar seus gastos fixos (aluguel, contas de consumo), ou seja, que são obrigatórios todos os meses; e os variáveis (alimentação, lazer), que são os que você pode adaptar ou cortar.
Calcular sua renda líquida: Subtraia todos os seus descontos (INSS, IRRF) do valor do seu salário bruto, ou seja, o que está registrado em seu contrato de trabalho, para saber quanto dinheiro realmente sobra para você mensalmente.
Definir seus objetivos financeiros: O que você deseja alcançar com seu dinheiro nesse momento? Comprar um carro, viajar, ter uma casa própria? Definir seus objetivos te dará um norte, com prazos, estratégias e te motivará a economizar.
2. Aprenda a montar um orçamento realista
Com as informações em mãos, é hora de criar um orçamento realista. A regra dos 50-30-20 é um bom ponto de partida:
50% para gastos fixos: Aluguel, contas de consumo, transporte, etc.
30% para gastos variáveis: Alimentação, lazer, vestuário, etc.
20% para poupança e investimentos: Reserve esse valor para construir sua reserva de emergência e investir para o futuro. Você pode inclusive separar essa porcentagem para objetivos diferentes ao mesmo tempo.
3. Como cortar gastos desnecessários
Após analisar seus gastos, você provavelmente identificará alguns itens que podem ser reduzidos ou eliminados. Algumas dicas para cortar gastos:
Cozinhar em casa: Prepare suas próprias refeições em vez de comer fora com frequência ou pedir delivery.
Negociar contas: Entre em contato com as empresas prestadoras de serviços para tentar negociar descontos.
Cancelar assinaturas: Revise suas assinaturas de streaming, aplicativos e outros serviços que você não utiliza com frequência e selecione apenas 1 ou 2 mais importantes.
Economizar em transporte: Utilize o transporte público, carona ou bicicleta sempre que possível.
Evitar compras por impulso: Antes de comprar algo, pense se você realmente precisa daquele produto e veja o quanto ele vai impactar em suas finanças atuais.
4. Construa uma reserva de emergência
Uma reserva de emergência é um valor que você se compromete a juntar todos os meses para manter uma segurança caso algum imprevisto aconteça, essa reserva é fundamental para lidar com imprevistos como perda de emprego, problemas de saúde ou reparos emergenciais.
O ideal é ter um valor equivalente a 6 meses de suas despesas, então faça o cálculo de quanto seria esse valor e estabeleça como meta para que consiga juntar assim que possível.
5. Invista seu dinheiro
Após construir sua reserva de emergência, você pode começar a investir seu dinheiro para fazê-lo valorizar ainda mais, ou seja, aplicando parte da sua reserva em opções de investimento que dão retorno em lucro.
Existem diversas opções de investimento, como:
Tesouro direto: Títulos públicos com baixo risco e rentabilidade variável, estes costumam ter lucro menor, mas são considerados mais seguros.
Fundos de investimento: Fundos que investem em diversos ativos, como ações, renda fixa e multimercado, você pode consultar o seu banco para conhecer as opções.
Ações: Ações são partes de uma empresa que você pode adquirir, ou seja, se sócio de uma empresa e, consequentemente, receber parte dos lucros dela. Essa opção oferece maior potencial de retorno, mas também maior risco. É necessário entender melhor esse negócio ou contratar um especialista antes de fazer esse investimento.
Imóveis: Uma opção mais tradicional, mas que exige um capital inicial maior, é a compra de imóveis. Através desse patrimônio você pode revender, alugar ou empreender dentro dele, mas vale lembrar que, além do investimento alto, este é um recurso variável que também gerará custos futuros, como IPTU.
6. Busque automatizar suas finanças
Para facilitar a gestão do seu dinheiro, não perder os prazos de pagamento de contas e garantir que as principais despesas sejam pagas sem problemas, automatize o máximo possível as suas finanças.
Parte de uma boa educação financeira é conhecer ferramentas que ajudem na manutenção do seu salário e controle das finanças, além de não perder atualizações do mercado nesse sentido.
Para te ajudar nisso, um dos caminhos é configurar no aplicativo do seu banco como débito automático as suas contas fixas e programar transferências para sua poupança e investimentos.
Dessa forma você mantém a tranquilidade no dia a dia de que não vai deixar contas e gastos importantes passarem ou comprometer o seu orçamento com pagamentos menos importantes ou mesmo desnecessários no momento.
7. Parte da educação financeira é aprender sobre renda extra
Uma forma de acelerar o alcance dos seus objetivos financeiros é buscar uma renda extra. Esse tipo de renda serve como um apoio a mais que geralmente é feito através de trabalhos freelancer, empreendedorismo ou prestação de serviço terceirizado.
Esse trabalho será executado fora do seu horário de trabalho formal. Entre as rendas extras mais populares estão:
Freelancing: Oferecer seus serviços como freelancer em sua área de atuação para terceiros.
Vender produtos artesanais: Se você tem habilidades manuais ou um hobbie relacionado, pode vender seus produtos em feiras, na faculdade ou pela internet.
Alugar um espaço: Se você tiver um quarto ou um cômodo, garagem ou imóvel ocioso, pode alugá-lo.
Investir em renda passiva: Criar um blog, um canal no YouTube ou um e-commerce são algumas opções para gerar renda passiva.
8. A educação financeira é contínua
A educação financeira é um processo contínuo e deve ser aperfeiçoada com a prática e com suas experiências. Para te ajudar a se desenvolver nessa prática e melhorar suas economias leia livros sobre o assunto, assista a vídeos, participe de cursos e workshops. Quanto mais você aprender, mais fácil será tomar decisões financeiras inteligentes.
Ter educação financeira não é uma tarefa fácil, mas é fundamental para alcançar a liberdade econômica e construir um futuro mais seguro. Comece de forma pequena, mas consistente e não desista dos seus objetivos.
Dicas Extras:
Use aplicativos de controle financeiro: Existem diversos aplicativos que podem te ajudar a acompanhar seus gastos e criar orçamentos.
Converse com outras pessoas: Compartilhe suas experiências e aprenda com outras pessoas que estão na mesma jornada.
Seja paciente: A construção de uma vida financeira saudável leva tempo. Celebre cada pequena conquista.
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